Capítulo 2
Maria se vira e então avista Dânia, também ali na praia, parece que tinha acabado de fazer uma caminhada... Maria vai se aproximando, até que Dânia se vira.
Elas se entreolham.
DÂNIA- (surpresa) Maria?
MARIA- Dânia... Enfim, frente a frente, depois de vinte anos!
Dânia e Maria se encaram.
MANSÃO DE DÂNIA:
Juliana e Vena já vestidas para dormir assistem ao filme “Um Amor para Recordar”, já no fim Vena fica emocionada.
JULIANA- Esse filme é igual a sua história. O que o Carlos faz com você na escola é a mesma coisa.
VENA- Claro que não Juli, ele nunca vai se apaixonar por mim, ele gosta é de você.
Juliana- Pode esquecer amore, o Carlos ainda vai sentir o que esse garoto sentiu pela James Sullivan.
VENA- Mas será que teremos um final feliz? Por que no filme não foi!
JULIANA- Só o tempo pode dizer, só o tempo. E então? Vamos hoje á boate ou não? Quero encontrar o Phillips, ele estará lá. Aquele coroa que eu adoro.
VENA- Desculpe, mas eu não sou de curtir essas coisas, pode ir, eu volto pra casa. É melhor.
Maria e Dânia continuam se olhando...
MARIA- Sabe diversas vezes durante todos esses anos eu sonhei com este dia, o dia que finalmente eu encontraria a destruidora de toda a minha vida. Sabe o que foram vinte anos num lugar que era só dor, rancor, e que sua tristeza só aumentava?
DÂNIA- Não estou nem um pouco interessada. E agora? O que você vai fazer? Me matar?
MARIA- Não... Só esperar pra ver a sua derrota.
DÂNIA- Nunca vou ser derrotada, sabe por quê? Por que fiquei com toda a sua vida e principalmente com sua filha. Eu te derrotei pra crescer. E infelizmente saiu da cadeia e VIVA!
MARIA- Eu sei que queria que eu estivesse morta, mas Deus é mais forte do que qualquer derrota e me fez vencer. Guarde só uma coisa Dânia, por mais que você esteja forte, eu ainda vou acabar com você. Pode ter certeza disso.
Maria se vira e vai embora. Dânia se volta ao mar e solta um grito.
Dânia chega em casa com ódio e logo se volta ao marido:
DÂNIA- Eu encontrei com ela, eu encontrei com aquela desgraçada... Ela quer a minha vida, ela quer tomar nossa filha Eric.
ERIC- Não e não, eu não permito, eu acabo com ela antes da hora. Eu vou arrumar alguém agora mesmo pra dar um jeito nela.
Juliana aparece:
JULIANA- Dá um jeito em quem?
Dânia e Eric se assustam diante de Juliana. Damaris e Maria na cama conversam:
MARIA- Me deu uma vontade de voar na garganta dela e arrancar aqueles olhos, eu sei que ela e o Eric armaram a morte de mamãe, só não sei se foram eles mesmo que a mataram, mas eu vou descobrir por este chão que eu piso.
DAMARIS- Sinto muito por tudo isso, eu sei que você não é uma assassina.
MARIA- Assim que eu peguei naquela faca a polícia chegou, foi armação daquela vagabunda... Damaris sabe onde enterraram o corpo de mamãe?
DAMARIS- Sei sim, quer que eu te leve lá amanhã?
MARIA- Sim, eu quero que você me leve lá amanhã sim.
Juliana insiste com Dânia e Eric:
JULIANA- Respondam, querem dar um jeito em quem?
DÂNIA- Em quem não filha, no meu cabelo que está um horror, mas seu pai insiste em não me dar o dinheiro pra ir ao salão amanhã.
JULIANA- Pra que gastar mamãe? Seus cabelos estão lindos, não precisa de mais nada.
ERIC- Foi o que falei com ela, sua mãe é teimosa, gosto dos cabelos dela assim.
DÂNIA- Então tá bem, eu fico assim não tem problema.
Juliana dá um sorrisinho... Amanhece, o sol quente ilumina o belo mar...
No colégio... Vena vai passando com seus simples caderno e os meninos chacota com sua cara... Ela passa séria e vai para sala onde encontra Tereza corrigindo provas, percebendo sua tristeza, a professora vai até ela:
TERESA- Novamente os meninos provocando você né Vena? Não ligue, eles gostam disso, mas é porque não tem caráter e você tem.
VENA- Eu não ligo professora. Sei que um dia vou vencer e todos esses que hoje riem de mim, verão meu brilho.
TERESA- Sabe, eu vendo você aí, todos os dias, estudando e sendo alvo de humilhações destes garotos babacas... Eu tenho inveja de você. Você é forte, tão jovem e já é forte, onde você busca tanta força pra aguentar o dia a dia minha aluna?
VENA- No amor... No amor de Deus e na Fé. Na confiança de que um dia tudo isso passará professora Teresa. Confie e espere.
Elas sorriem. Damaris e Maria se aproximam do túmulo da mãe, escrito Sônia. Maria tira os óculos, emocionada se ajoelha ali diante.
MARIA- Mãe, porque aconteceu isso? Porque tinha que ser assim? Eu te amo e vou acabar com aqueles dois que tiveram algo haver com a sua morte. Isso pode contar.
Maria se quebra em prantos quando Juliana aparece...
JULIANA- Oi, porque chora no túmulo da minha avó?
MARIA- Avó? Ela era a sua avó? Qual é o nome dos seus pais garota?
JULIANA- Eric e Dânia Almeida e Fonseca!
Maria logo se surpreende, pois está ali diante da própria filha!
(a cena congela e logo se estilhaça)
FIM DO CAPÍTULO